Dia 21 de março é celebrado o Dia Mundial da Poesia. Grandes poetas utilizam um recurso bem conhecido para compor suas obras: a chamada Licença Poética. Mas você sabe como fazer uso desse artifício de maneira adequada?

Como-fazer-uso-da-Licença-Poética

A Licença Poética nada mais é do que o uso de uma linguagem alternativa, em desacordo com a Norma Culta, padrões ou idéias estabelecidas. Ela é empregada pelo autor com a finalidade de aproximar o texto ao linguajar coloquial, para destacar “trechos-chave” do enredo ou para causar reflexão. Bastante utilizada na música, cria uma atmosfera específica para encaixar perfeitamente a letra na melodia.

Mas devemos tomar cuidado: ela não isenta o autor do necessário conhecimento da língua. O uso da Licença Poética deve ser bem dosado para não denunciar uma possível ignorância do autor e causar um efeito contrário.

Um exemplo de texto em desacordo com as regras foi trilha sonora de muitos casais apaixonados no Brasil. “Beija eu”, canção de co-autoria do músico Arnaldo Antunes, foi escrita de modo proposital. Em seu site, Arnaldo explica: “Eu já usei literalmente frases dos meus filhos. A própria construção gramatical, por exemplo. Criança fala beija eu em vez de me beija.”

Então podemos perceber que a “regra” é clara: poetas de renome utilizam a técnica possuindo pleno conhecimento do padrão culto. Assim eles jogam com as palavras para compor construções criativas, de impacto, mas sabem exatamente o motivo da criação e suas consequências.

Mas não esqueça:O fim da arte inferior é agradar, o fim da arte média é elevar, o fim da arte superior é libertar.” Fernando Pessoa

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