A comida é e sempre foi uma parte essencial da vida. Dentro da nossa estrutura social, ela tem diversas funções. É uma fonte de nutrientes, mas também é uma forma de manter as tradições.

Os livros de receitas são registros de como os pratos devem ser preparados e ao mesmo tempo, servem de guia para entender a cultura e a sociedade que os produziu.

Segundo o dicionário Michaelis, receita é a “fórmula de qualquer produto industrial ou de preparado culinário”. Assim, podemos dizer que o livro de receitas é uma coleção de registros de como cozinhar.

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Breve história

O livro de receitas mais antigo conhecido data de 1500 a.C. – uma tábua de barro com origem na Babilônia. Ela continha instruções sucintas para a fabricação de pratos sofisticados e aromáticos. O primeiro livro de receitas com caracteres escritos e traduzíveis foi De re conquinaria, compilado por Marcus Gavius Apicius, com data incerta (final do século IV, ou início do século V).

Com a invenção da imprensa, livros de receitas como Küchenmeisterei  (Domínio da Culinária, em alemão) foram publicados e circularam na alta sociedade. Até o fim do século XVIII, quando as mulheres começaram a escrever livros de receitas para o dia-a-dia, esse tipo de literatura era exclusivo das famílias da realeza e da aristocracia, assim como da alta burguesia. A partir do século XVIII, diversas escritoras, especialmente nos Estados Unidos colonial, começaram a escrever “manuais domésticos”, como o Compleat Housewife (Dona de Casa Completa, em inglês antigo), de Eliza Smith.

Esses manuais deram às donas de casa não só receitas, mas também dicas para os afazeres domésticos, como preparo de remédios ou métodos de limpeza. Apesar disso, muitas autoras desse período não publicavam sob seus nomes. Mulheres como Eliza Smith eram uma minoria.

Somente no início do século XIX que as mulheres se tornaram o centro desse tipo de literatura “doméstica”, tanto como autoras quanto leitoras. Alguns dos livros de receita mais famosos, como o Modern Cookery for Private Families (Culinária Moderna para Famílias), de Eliza Acton e o Book of Household Management (Livro da Administração Doméstica), de Isabella Beeton, foram publicados nessa época.

Ao final do século XIX, prevaleceu uma abordagem mais científica nos livros de receita, após a fundação de muitas escolas de culinária nas áreas metropolitanas de Nova Iorque, Filadélfia e Boston. O livro de receitas da Escola de Culinária de Boston, com autoria de Fannie Merrit Farmer, foi um dos primeiros livros a ter medidas bastante precisas para os ingredientes.

A partir do século XX, os livros de receita foram considerados “bons vendedores” pela editoras. Estas então começaram a publicar ativamente, e a qualidade das publicações aumentou com a introdução de fotografias. O conteúdo também expandiu de forma significativa – de livros de culinária temática baseados em filmes a livros baseados em shows culinários como o MasterChef.

Houve também a expansão de autores, tanto mulheres quanto homens, com o surgimento da Internet e dos blogs, fazendo com que cada um possa se tornar um autor de livros culinários. *

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* Adaptado de http://goo.gl/Z50Az1
    
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